Ransomware: como montar um backup que o vírus não alcança
Um ransomware criptografa os seus arquivos e cobra um resgate para devolvê-los. Pagar não garante nada. A defesa que mais funciona é ter uma cópia que o vírus não consegue alcançar e versões de antes do ataque.
Sinais de que este guia é para você
- Arquivos com extensão estranha e que não abrem mais.
- Um arquivo de texto com instruções de pagamento em várias pastas.
- O HD de backup, que estava conectado, também foi criptografado.
- A pasta da nuvem sincronizou os arquivos já criptografados.
Por que acontece
- O ransomware grava em tudo que o seu usuário consegue gravar: discos internos, HDs externos conectados, pastas de rede e pastas sincronizadas.
- Backup com uma só cópia é substituído pela versão criptografada na rodada seguinte.
- Senhas fracas, programas desatualizados e anexos de e-mail são as portas de entrada mais comuns.
Como fazer, passo a passo
- Se o ataque está acontecendo agora: desligue o cabo de rede e o Wi-Fi e desconecte qualquer HD externo. Não desligue o computador à força se for chamar um especialista.
- Não pague o resgate antes de falar com um profissional e registrar boletim de ocorrência. Empresas podem ter obrigação de comunicar a autoridade de proteção de dados.
- Para prevenir: mantenha um HD de backup desconectado entre um backup e outro. No Neural Backup, configure para rodar quando o HD for conectado.
- Guarde versões por pelo menos 30 dias, para conseguir voltar a antes do ataque mesmo que ele demore a ser notado.
- Use uma cópia na nuvem com versões e criptografia, separada da pasta sincronizada do dia a dia.
- Depois de limpar o computador ou reinstalar o Windows, restaure a partir da versão de antes do ataque e confira os arquivos antes de voltar a usar.
Para não ter problema de novo
- Mantenha o Windows e os programas atualizados.
- Ative a proteção contra ransomware (Acesso controlado a pastas) do Windows Defender.
- Desconfie de anexos e links inesperados, mesmo de contatos conhecidos.
Os nomes de menus podem variar conforme a versão do Windows. Se algum arquivo já sumiu, não grave nada no disco onde ele estava antes de tentar recuperá-lo.
Nenhum backup é garantia absoluta: um destino pode falhar ao mesmo tempo que o computador, e arquivos que nunca entraram num backup não podem ser restaurados. Por isso o app confere as cópias, testa a restauração e recomenda sempre dois destinos.
Conhecer o Neural Backup